Era uma vez uma menina chamada Lia, que tinha um cabelo cheio de cachinhos e uma risada que parecia sininho. Toda noite, antes de dormir, Lia e seu cachorrinho Pipoca olhavam pela janela para contar as estrelas. — Uma, duas, três... — contava Lia. Mas naquela noite, uma estrelinha piscou diferente e fez zuuum! Caiu bem no jardim.
Lia calçou as pantufas amarelas, segurou a lanterna e foi até o jardim, com Pipoca abanando o rabo ao lado. O escuro parecia enorme, e o coração de Lia batia tum-tum, tum-tum. Atrás das flores, uma luz fraquinha chorava baixinho: era a Estrela Pequenina, que tinha se perdido do céu.
— Eu preciso voltar lá para cima, mas sozinha não consigo! — disse a estrela. Lia pensou um pouquinho, respirou fundo e falou: — Eu te ajudo! Juntas, elas subiram o morrinho mais alto do bairro, passo a passo, enquanto Pipoca latia para espantar o medo.
Lá no alto, Lia ergueu as mãos e a estrela pulou de volta para o céu, brilhando mais forte do que nunca. De volta à cama, Lia sorriu: tinha sentido medo, mas foi corajosa mesmo assim. E toda noite, desde então, uma estrelinha pisca duas vezes só para ela. Boa noite, Lia.